Ela ocorre na região chamada epicôndilo lateral do úmero, onde se fixam os tendões responsáveis por estender o punho. Quando esses tendões são sobrecarregados repetidamente, surgem pequenas lesões que geram dor e inflamação, especialmente no tendão do músculo extensor radial curto do carpo.
Movimentos repetitivos do punho (como digitar, martelar, pintar, costurar, usar chave de fenda, etc.)
Esportes de raquete (tênis, padel, squash)
Trabalho com peso ou impacto manual
Falta de alongamento ou técnica inadequada
Uso prolongado do mouse ou teclado
Envelhecimento natural dos tendões
Apesar do nome “cotovelo de tenista”, mais de 90% dos casos ocorrem em pessoas que não praticam esportes.
Dor na parte externa do cotovelo (região lateral)
Dor que pode irradiar para o antebraço e o dorso da mão
Aperto de mão doloroso
Dificuldade para segurar objetos, como canecas, sacolas, pesos leves
Dor ao girar a maçaneta, levantar uma panela ou abrir uma garrafa
Sensação de fraqueza na mão ou antebraço
O diagnóstico é clínico, feito com base na história e exame físico
Testes como o Cozen, Mill e Maudsley provocam a dor característica
Ultrassonografia pode mostrar espessamento e alterações no tendão
Ressonância magnética é indicada em casos resistentes ou com dúvidas no diagnóstico
A maioria dos casos melhora com tratamento conservador, que pode durar algumas semanas a meses.
Modificação das atividades (evitar os gestos que causam dor)
Medicamentos anti-inflamatórios orais ou tópicos
Fisioterapia com ênfase em:
Alongamentos
Exercícios excêntricos (muito eficazes)
Terapias manuais
Eletroterapia e ultrassom
Gelo local 2 a 3 vezes ao dia nas fases dolorosas
Uso de brace ou cotoveleira para proteger os tendões
Infiltrações com corticoide ou ácido hialurônico em casos de dor intensa
A recuperação pode ser gradual e exige persistência no tratamento.
Indicado em casos que não melhoram com tratamento clínico após 6 meses.
Terapia por ondas de choque: tratamento não invasivo que estimula a regeneração do tendão
Infiltrações com PRP (plasma rico em plaquetas) e ácido hialurônico: ajudam na cicatrização do tendão
Cirurgia: raramente necessária, indicada em menos de 5% dos casos. Pode ser aberta ou por vídeo, com retirada da parte doente do tendão e reinserção saudável
O tempo de recuperação varia: de semanas a meses, dependendo da gravidade
O retorno ao esporte ou trabalho manual deve ser progressivo
A prevenção de recidiva envolve:
Correção da técnica
Fortalecimento e alongamento
Ergonomia no trabalho
A epicondilite lateral é uma condição comum, dolorosa, mas totalmente tratável. O mais importante é identificar a causa, ajustar as atividades e seguir um plano de reabilitação bem orientado.
Se você sente dor na lateral do cotovelo, dificuldade para segurar objetos ou dor que piora com movimentos simples do punho, procure um ortopedista. Com o tratamento certo, é possível voltar à rotina sem dor e com plena função.